<i>Mariglass</i> com salários em atraso

Os cerca de três dezenas de trabalhadores da vidreira Mariglass, na Marinha Grande, na sua maioria mulheres, continuam à espera que lhes seja pago o salário do mês de Dezembro, 75 por cento do subsídio de Natal e a totalidade do subsídio de férias. A acrescentar a isto, o patrão não apresentou ainda qualquer proposta de data para o pagamento dos salários atrasados, nem na totalidade nem sequer faseadamente.

Face a esta dramática situação, os trabalhadores recusam-se a continuar a trabalhar sem receber e iniciaram uma greve no passado dia 20. Para o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira, da CGTP, esta tomada de posição dos trabalhadores é «da mais elementar justiça» e exige de todos os trabalhadores vidreiros, bem como da população do concelho «uma atitude firme e solidária na busca de uma solução para mais este problema que poderá vir a ter consequências e a tomar proporções imprevisíveis», dado o que o comportamento da empresa deixa adivinhar.

O sindicato defende, desde há muito, um amplo debate sobre o sector cristaleiro, do qual se «extraiam as conclusões relativas ao que a nossa comunidade marinhense pretende relativamente ao seu futuro». Este debate, considera o STIV, é inevitável se «queremos continuar a manter na Marinha Grande e zonas limítrofes a dimensão desta bolsa de vidro soprado». Mas para isto é necessário «atacar desde já o problema Mariglass e fazer com que esta imoralidade de não serem pagos os salários aos trabalhadores, acabe de uma vez por todas».



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